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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Vale uma calça jeans...Ah vale!


Hei! Olha bem o que é uma boa foto agregada a um bom design. Perfeito!


Essa foto é de uma campanha publicitária da Diesel, aqueeeela do jeans carésimo mas mt cobiçado por todos nós, pobres mortais...rs. Publicidade moderna, subjetiva e conceitual. A idéia é muito boa. Aliás, tudo é muito legal nessa imagem. Os modelos de pela morena do sol, os caminhos se fundindo com a areia do deserto, o trabalho artístico de criação, direção de arte...Dá gosto de ver!


É ousado, diferente e prepotente. E repare, nem precisa de texto. O status da marca fica mais fortalecido com essa bela imagem e os nossos olhinhos brilham ainda mais com essa potência.


O conceito? Não sei, ainda não consegui descobrir...Aceito sugestões. Mas que o trabalho vale uma admirada de boca aberta na frente da loja ou nas páginas da revista, isso vale! Aí, nesse momento de admiração, você pensa assim: O jeans dessa loja só pode ser bom gente!...rs


Isso sim é publicidade de respeito!


Bonito demaisssss,
Pri

terça-feira, 1 de julho de 2008

A vida em Drive Thru

Caramba esse novo comercial do Peugeot 307 Sedan é perfeito pra mim. Por que? Vou explicar...

Como o Léo mesmo diz, o ideal pra mim é que a vida fosse tipo um esquema de "Drive Thru", viver sem precisar sair do carro...Hahahaha. Só sair mesmo pra usar o banheiro e pra dormir...Oh beleza! Por isso esse comercial é perfeito, parece até que foi inspirado nas brincadeiras que Léo faz comigo. Pow, se eu tivesse um dindin maneiro, comprava ele agora...Hahaha

Brincadeiras a parte, o comercial é bonito mesmo. Cenas muito bem feitas do carro fazendo parte do cotidiano das pessoas. No trabalho, no mercado...É mais que um carro. Idéia brilhante! Conceito maravilhoso!

E a trilha sonora?! Música linda hein!

"I want you here, I want you everywhere
Please stay with me you're the one
I careIt's like a dream coming true
The stars keep shining, the sky is blue
You make me happy and you make me smile
When we are together
When you're by my side
Let's go the way you know
Let's go the way you know"



Beijooo, Pri

segunda-feira, 23 de junho de 2008

... mas publicidade é informação?

O Estado de São Paulo
Eugênio Bucci
19/06/2008

É democrático estabelecer limites legais para as mensagens de publicidade? Ou será censura?
De tempos em tempos, essas perguntas vêm à tona. Agora, por exemplo. No mês passado, seria votado no Congresso Nacional, em regime de urgência, um projeto de lei, encaminhado pelo governo, que resultaria em restrições à propaganda de cerveja. De repente, por um acordo de parlamentares, a urgência foi retirada do projeto e, até agora, não há mais previsão de data para a votação. A manobra reacendeu as velhas perguntas. Uns invocam a liberdade de expressão e dizem que qualquer restrição é censura. Outros exigem que o Estado imponha limites. Quem tem razão?

Na semana passada, no dia 10 de junho, o debate ganhou novo fôlego com a realização do Primeiro Fórum Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária na Comunicação Social, em Brasília. Quem controla a publicidade? Quem protege a sociedade e as crianças de eventuais excessos dos comerciais? Organizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, o fórum girou em torno da experiência de auto-regulamentação do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), que completa 30 anos agora em 2008. Sem dúvida, a prática pioneira do Conar tem muito a ensinar aos comunicadores, mas não se pode esperar que o órgão dê todas as respostas. Sendo uma entidade enraizada no mercado anunciante, representa os interesses desse mercado. É uma parte, portanto. Nesse sentido, quando combate desvios ou abusos de alguns anúncios - e efetivamente os combate -, ele o faz para proteger, mais do que a sociedade em geral, a credibilidade da propaganda, ou, em outras palavras, para proteger o negócio da propaganda contra seus próprios abusos.

Nada de errado com isso, evidentemente. Trata-se de uma ação altamente educativa e legítima. Com efeito, é legítimo que dirigentes do Conar se insurjam contra qualquer tentativa de restringir a veiculação de anúncios. Defendem o vigor do mercado que representam, e fazem isso de boa-fé. E com bons argumentos. Alegam, por exemplo, que o direito de anunciar é a contrapartida do direito fundamental do consumidor à informação. Segundo advogam, qualquer restrição à propaganda agrediria, indiretamente, o direito fundamental à informação, constituindo uma modalidade de censura.

O argumento merece atenção. De fato, a tradição democrática assegura o direito do cidadão à informação. Esse direito só é uma garantia fundamental porque, desde o advento da democracia moderna, o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Por isso, e não por outro motivo, o cidadão tem o direito de estar devidamente informado, pois só assim será capaz de delegar, fiscalizar ou mesmo exercer o poder. Aí é que entra a liberdade de imprensa: ela é indispensável para que o cidadão tenha acesso a informações independentes sobre o poder. Independentes: para estar à altura do direito à informação a imprensa não se pode deixar capturar pelos tentáculos do governo, dos partidos ou do poder econômico. É por isso que se diz que a imprensa só é imprensa quando é livre.

A publicidade preenche esses requisitos? A resposta só pode ser não. Para começar, ela é um discurso interessado. É parcial. É unilateral. Enquanto o jornalismo leva notícias ao cidadão para que este forme livremente sua própria vontade - os melhores cânones do jornalismo recomendam sempre que ele não se arvore a direcionar a formação da vontade do cidadão -, a publicidade tem o único objetivo de convencer o público a comprar mercadorias ou serviços. A imprensa se realiza quando a sociedade a conduz. A propaganda, quando a sociedade lhe obedece. São totalmente distintas.

É verdade que, não raro, o jornalismo se deixa seduzir pelo proselitismo - e, aí, afasta-se de seus ideais. Ainda assim, no entanto, mesmo se rebaixa nesse desvio, ele não se iguala à propaganda. O jornalismo, bom ou mau, aflora dos debates naturais do espaço público - refletindo versões, opiniões, doutrinas e narrativas diversas - e a ele retorna. Nasce da opinião pública e para ela se dirige. De outro lado, a propaganda se organiza como operação de venda, seus fins são comerciais, ela se dirige ao consumidor, não ao cidadão. O seu discurso é a fala do vendedor. Tanto que as mensagens publicitárias são difundidas em espaços e horários pagos: os anunciantes compram fragmentos do olhar e da atenção do público para oferecer a ele suas mercadorias. É óbvio que, se prestasse atendimento a algum direito do leitor ou do telespectador, a publicidade não teria de comprar minutos do seu olhar.

Em suma, por melhor que seja, a publicidade não se subordina ao direito fundamental à informação. Ela serve, sem nenhum demérito, aos objetivos de venda do anunciante. Isso não significa que a propaganda não deva ter assegurada a sua liberdade - ela a tem, indiscutivelmente, assim como os vendedores a têm. Significa apenas que a sociedade, assim como tem o direito de limitar, por lei, a circulação de certas mercadorias, também tem o direito de limitar, legal e democraticamente, segundo critérios transparentes, a propaganda de certas mercadorias - pois a propaganda é parte da operação de venda dessas mercadorias. Isso não configura censura à imprensa nem fere o direito à informação. Limites à publicidade, desde que democraticamente adotados, não reduzem o grau de liberdade de um país. Muitas vezes, a ausência de limites é que produz distorções.

Sem publicidade, disso todos sabemos, não há imprensa livre. Por isso mesmo, é bom que uma não se queira passar pela outra. A separação clara de papéis sempre foi, é e será vital para ambas.

Eugênio Bucci, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, é colunista do site Observatório da Imprensa